Guerra fez o mercado acionista global cair 6,6% em março, mas Lisboa resiste ao pessimismo

O conflito travado no Médio Oriente instalou um profundo sentimento de insegurança entre os investidores. Lisboa fugiu ao sentimento negativo geral, ao subir 10% entre janeiro e março.
Guerra fez o mercado acionista global cair 6,6% em março, mas Lisboa resiste ao pessimismo
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Os mercados financeiros anularam, em março, os ganhos registados nos dois meses anteriores. Fruto da guerra, o mercado global ficou a perder 3,9% desde o início do ano, mas as perdas foram mais acentuadas na bolsa mais procurada do mundo.

De acordo com uma análise da Maxyield, o MSCI World (mede o mercado global) caiu 3,9% no total dos primeiros três meses do ano. Na origem está a queda de 6,6% registada em exclusivo no mês de março.

Entre outros índices bolsistas que figuram entre os mais importantes à escala internacional, na Europa, o Stoxx 600 caiu 8,0% em março e 1,5% desde o fecho da última sessão de 2025.

Os índices de referência europeus registaram descidas nestes três meses, com duas exceções. O britânico FTSE 100 caiu 6,7% em março mas subiu 2,5% no primeiro trimestre do ano e o índice PSI, com uma descida de 1,6% em março, obteve um ganho trimestral de 10,5%. Ainda que o sentimento negativo em março seja transversal, resultado direto da guerra no Médio Oriente, Lisboa e Londres registaram ganhos no total dos primeiros três meses do ano.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 5,1%, o que leva a uma perda de 4,6% no índice de referência nos primeiros três meses do ano. Ao mesmo tempo, o índice tecnológico Nasdaq caiu 4,8% em março e 7,1% desde o dia 1 de janeiro.

Olhando aos mercados asiáticos, o Hang Seng (Hong Kong) recuou 6,9% em março e 3,3% nos três meses de 2026, ao passo que o australiano S&P ASX 200 perdeu 7,8% em março e 2,7% desde o início do ano . Por outro lado, o japonês TOPIX, que negoceia as ações das principais empresas domésticas japonesas, tombou 11,2% em março mas ganhou 2,7% no corrente ano, ao passo que o sul-coreano KOSPI tombou 19,1% no último mês, mas ainda disparou 19,9% face ao fecho do ano passado.

O mês de março foi marcado por grande volatilidade e, sobretudo, quedas expressivas, nos mercados bolsistas. Já o início de abril fica para já marcado por alguma recuperação, fruto dos sinais de que a guerra pode estar perto de um cessar-fogo.

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