Petróleo dispara 3% e atinge valor mais alto das últimas três semanas, face a impasse na guerra

O combustível fóssil continua sob os holofotes, quando as negociações entre EUA e Irão continuam, mas sem chegar a terra firme. A redução da oferta volta, por isso, a provocar uma alta nos preços.
Petróleo dispara 3% e atinge valor mais alto das últimas três semanas, face a impasse na guerra
Frederic J. Brown / AFP
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O petróleo volta a disparar nesta terça-feira, em função da manutenção do impasse no que respeita às negociações entre EUA e Irão. O fecho do estreito de Ormuz continua a ser um entrave à oferta disponível no mercado.

O Brent é a referência europeia para o efeito e está a avançar 2,92%, pelas 12h12 desta terça-feira. Assim, atinge os 111,39 dólares por barril, o que constitui o valor mais alto das últimas três semanas. Em simultâneo, o WTI (referência nos EUA) adianta-se 3,74%, para 100,93 dólares por barril.

Com os bloqueios do estreito de Ormuz decretados por Irão e EUA a dificultarem a entrada e a saída de petroleiros (e qualquer outro navio), a oferta disponível no mercado reduz, pelo que os preços aumentam. Neste contexto, economistas e analistas temem a escalada da inflação nos produtos energéticos e, por consequência, em toda a cadeia de produção e transporte, no limite a uma escala global.

Na segunda-feira, a Casa Branca fez saber que estava a avaliar a mais recente proposta de paz do Irão. Os aspetos concretos não são conhecidos, mas os EUA mantêm as "linhas vermelhas", que contemplam, primeiro que tudo, evitar que o Irão desenvolva armas nucleares. Tal significa impedir que aquele país do Golfo possa trabalhar no enriquecimento de urânio.

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