Petróleo no valor mais alto desde 2023. Barril já supera os 90 dólares
A guerra iniciada no sábado, no Médio Oriente, continua a impactar com força os mercados financeiros, à escala internacional. O preço do barril superou os 90 dólares, pela primeira vez em dois anos e meio.
Pelas 14h55 desta sexta-feira, dia 6 de março, o barril de Brent está a ser negociado em torno dos 91,66 dólares. Em causa estão subidas de 7,3% em termos diários e acima de 25% desde a abertura da sessão de segunda-feira, quando surgiram as primeiras reações aos ataques dos EUA e de Israel no território do Irão.
Posto isto, as negociações alcançaram o patamar mais alto desde outubro de 2023. Desde então, o valor negociado por barril não voltaria a tocar os 90 dólares... até agora.
Em simultâneo, o WTI, negociado na bolsa de Nova Iorque está a subir 9,8% e atinge os 88,87 dólares por barril, o que significa um incremento de 32% desde segunda-feira.
Com as bolsas em forte queda desde início da semana (contrariada por alguma recuperação na quarta-feira), os investidores estão a alocar capital nos futuros do barril de Brent Crude, em função das inseguranças geradas pelo conflito. É que, entre os vários âmbitos da resposta do Irão ao conflito, está o encerramento do estreito de Ormuz.
Por ali passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, pelo que se teme um corte agressivo na oferta disponível no mercado, que resultaria numa subida acentuada dos preços ao consumidor. Assim sendo, há uma tendência evidente para a compra daquele ativo, fruto da especulação, guiada pela ideia de que este vai continuar em forte alta.
De referir que Donald Trump, presidente dos EUA, disse, esta sexta-feira, que não está disposto a negociar com o Irão sem uma "rendição incondicional" do país. Já anteriormente havia previsto uma duração de quatro a cinco semanas, mas sinalizou que poderia ser "muito mais tempo".

