

Os preços das casas na Margem Sul do Tejo estão a escalar. O aumento da procura nestes concelhos, onde o custo de habitação ainda se apresenta apelativo, começa a pressionar o valor dos imóveis. No primeiro trimestre deste ano, vários municípios desta zona metropolitana de Lisboa apresentaram crescimentos homólogos superiores a 30%, revela a Confidencial Imobiliário.
De acordo com a consultora, foi a Moita que registou o maior aumento no preço da habitação na Margem Sul. Neste concelho, verificou-se uma subida de 35,6% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2025. No Barreiro e Seixal, a valorização dos imóveis residenciais atingiu os 31%. Nos outros mercados deste eixo ribeirinho, também se observou uma subida no preço das casas, embora em menor grau. Alcochete registou um aumento homólogo de 21,7%, Almada de 20,2% e o Montijo 17,4%.
Neste quadro, metade dos concelhos da Margem Sul está agora a transacionar o metro quadrado acima dos três mil euros, diz a consultora especializada em dados estatísticos do setor imobiliário. Em Almada, o metro quadrado atingiu um valor médio de venda de 3502 euros no trimestre em análise. Pela primeira vez, o preço do metro quadrado no Barreiro e no Seixal superou a fasquia dos três mil euros, 3092 euros e 3066 euros, respetivamente.
Os dados da Confidencial Imobiliário, que têm por base Índices de Preços Residenciais apurados por concelho, revelam que o preço do metro quadrado na Moita, Alcochete e Montijo vale agora entre 2424 euros e 2877 euros. Segundo aponta a consultora, é “uma evolução expressiva face a anos recentes”. Ainda em 2024, os valores oscilavam entre cerca de 1700 euros na Moita e 2500 euros em Almada.
Esta evolução do potencial valor da habitação na Margem Sul “reflete uma combinação de preços ainda significativamente mais baixos (40% a 60% abaixo de Lisboa) e uma procura em expansão, impulsionada pela maior acessibilidade relativa”, diz a mesma fonte em comunicado. Para Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, esta “dinâmica recente reforça o papel da Margem Sul como um dos principais focos de valorização imobiliária da Área Metropolitana de Lisboa, refletindo a conjugação de preços ainda relativamente mais competitivos, crescente procura residencial e um ajustamento gradual - mas ainda insuficiente - da oferta”.
No primeiro trimestre deste ano, Lisboa, Oeiras e Cascais registaram valorizações homólogas entre 15% e 17%, o que traduz preços por metro quadrado entre os 4800 e os 5900 euros.