Escritórios em construção no Porto já estão tomados a 70%

O Grande Porto tem em curso avultados investimentos em edifícios de escritórios. Segundo a Dils, são projetos que visam criar espaços de trabalho capazes de atrair talento.
As empresas querem que  os colaboradores regressem  ao escritório
As empresas querem que os colaboradores regressem ao escritório Pedro Granadeiro/Global Imagens
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O Grande Porto vai ganhar este ano 51 mil metros quadrados de novos escritórios, avança Sofia Pires, responsável da Dils pela área do Imobiliário Comercial na Invicta. E “70% desta nova oferta já está tomada”, frisa. Apesar do sucesso do modelo híbrido de trabalho, “as empresas têm demonstrado que querem o regresso dos colaboradores” ao escritório. Sofia Pires nota “esta tendência” nas companhias, que justifica pela importância de “promover a colaboração, a criatividade e a cultura da organização”.

Os promotores estão atentos a este movimento e, até 2028, deverão chegar ao mercado do Grande Porto 130 mil metros quadrados de escritórios. A Quest Capital e a Tikehau Capital estão a investir 70 milhões de euros para transformar o antigo centro comercial La Vie (junto à Rua de Santa Catarina, no Porto) num espaço que une escritórios e retalho, sob a designação HOP - Heart of Porto. O Castro Group está a finalizar a conversão de uma antiga unidade industrial em Leça do Balio num centro de escritórios, comércio e serviços. Chama-se Spark Matosinhos e teve um custo de 35 milhões de euros. Sofia Pires lembra ainda os projetos da Avenue, da Sonae Sierra e do Grupo Ferreira, e a reabilitação do antigo Matadouro pela Mota-Engil, todos os três na cidade do Porto, e a esperada expansão da Lionesa, em Leça.

Estes futuros escritórios têm em comum uma nova visão do espaço de trabalho e a sustentabilidade do produto. “São edifícios que permitem atrair e reter talento”, sublinha a responsável da consultora imobiliária Dils. Apostam em boas localizações, de fácil acesso por transporte público e privado, com oferta de comodidades e de serviços. Padrões ESG (ambiental, social e governação) e certificações verdes, como a BREEAM, LEED e a WELL, são também asseguradas.

No ano passado, o investimento em imobiliário comercial no país atingiu os 2,8 mil milhões de euros, um crescimento de 10% face a 2024. Segundo Sofia Pires, os investidores internacionais foram responsáveis por 60% deste volume. O grande foco foram os segmentos de escritórios e retalho. A região Norte captou mais de mil milhões de euros desse investimento e o Grande Porto garantiu quase 900 milhões.

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