Personalidades como os antigos futebolistas ingleses David Beckham e John Terry, e o comediante norte-americano Andrew Schulz, renderam-se às raquetes com assinatura portuguesa: Volt Padel. Atletas da modalidade como Jessica Castelló, Ana Catarina Nogueira, Federico Mouriño e Peu Araujo também jogam com os produtos da marca de Pedro Brito e Cunha, que se estreou no mercado estava o ano de 2016 a terminar. Em menos de uma década, a empresa conquistou notoriedade nacional e 60 países, que garantem atualmente 80% das vendas. No fim de 2025, atingiu outro marco na sua história, com a entrada no prestigiado espaço comercial inglês Harrods. “O processo foi longo”, reconhece Pedro Brito e Cunha, que aos 4 anos começou a praticar ténis e, já na idade adulta, se iniciou na prática do padel. “Tivemos conhecimento, através do nosso parceiro no Reino Unido, de que o Harrods estava a considerar introduzir o padel nas suas lojas, uma vez que ainda não tinha nenhuma marca da modalidade no seu portefólio”, conta. Era a oportunidade para a marca portuguesa entrar na “mais icónica department store do mundo, reconhecida pela curadoria de marcas premium e de luxo”, diz. As negociações duraram nove meses, mas o Harrods reconheceu “o carácter único” da Volt Padel, que “foi escolhida para ser a primeira - e até ao momento única -, marca de raquetes de padel presente nas suas lojas”. A presença na Harrods deverá dinamizar a notoriedade da Volt Padel nos mercados externos, mas as raquetes, sacos, bolas, vestuário e acessórios da marca já são conhecidos no Reino Unido, um dos seus principais destinos de exportação. Como explica o empreendedor, “o mercado externo foi sempre um objetivo muito claro, razão pela qual o naming e toda a comunicação da marca foram pensados em inglês desde o primeiro dia”. Ainda assim, aquando do lançamento da empresa, os horizontes estavam racionalmente mais curtos. “O primeiro ano serviu, sobretudo, para testar o conceito num mercado onde nos sentíamos mais confortáveis e com uma boa rede de contactos: Portugal”, explica.Em 2019, a Volt Padel começa a alargar o campo de jogo. As vendas estavam a crescer e começaram a exportar para “quatro ou cinco países”. Foi o primeiro passo. Dois anos passados e a marca estava presente em 40 mercados e a assegurar 70% das vendas no exterior (em 2019, Portugal representava cerca de 75% da faturação). Foi um período de forte crescimento, que nem a pandemia travou. Em 2024, a Volt faturava cerca de 800 mil euros, dos quais 82% obtidos através de exportações. Segundo Pedro Brito e Cunha, atualmente, a empresa vende para mais de 60 países, em cinco continentes. As raquetes são o produto core, representando mais de 50% da faturação total.No ano passado, a faturação deverá ter aumentado cerca de 20% face ao exercício precedente, com a exportação a pesar 80%. É uma estimativa que “resulta do reforço do investimento em Portugal, da abertura de novos mercados e do crescimento sustentado nos mercados onde já operamos”, justifica o fundador da Volt Padel. Em 2025, os principais mercados foram Portugal, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Indonésia, Itália, Brasil e Bélgica. No país, pode-se encontrar os artigos da Volt Padel em 70 pontos de venda (físicos e digitais). No exterior, há cerca de 500.O plano é continuar a expansão. O empresário ambiciona, num prazo de três a cinco anos, estar presente em 100 países e atingir uma faturação de três milhões de euros. “Acreditamos que mercados como os Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha terão um crescimento muito significativo nesse período e consideramos que estamos bem posicionados nesses países”, defende. Conta também com o crescimento da modalidade nas geografias onde já está implementada e na expansão para novas, “o que será determinante para alcançarmos estes objetivos”.Os artigos da Volt Padel são fabricados em Portugal, Espanha e Ásia. Segundo Pedro Brito e Cunha, é “onde encontramos as melhores condições para cada categoria, sobretudo ao nível da qualidade e da consistência produtiva”. O processo de conceção, desenvolvimento e design é realizado por uma equipa interna, em conjunto com parceiros especializados em engenharia de produto e design gráfico.Estima-se que existam atualmente cerca de 35 milhões de praticantes de padel no mundo. A Europa concentra mais de 60%. Espanha, Argentina, Itália e Suécia são os países com mais jogadores, sendo Portugal, previsivelmente, o 12.º país com mais praticantes. .Potencial da Costa de Caparica atrai investimento francês de 10 milhões .O polo onde o “diabo” do plástico é transformado em soluções inovadoras e ecológicas