

A meca da alta relojoaria é, como sabem os apaixonados pelo tema, Genebra em abril. A cidade suíça acolhe a maior feira de relógios de luxo do mundo, pela qual passarão mais de 60 mil visitantes, este ano, para conhecer os cerca de seis mil retalhistas que rumam ao Palexpo, junto ao aeroporto da cidade.
Durante sete dias, jornalistas – do DN incluídos –, retalhistas, promotores e apaixonados têm oportunidade de conhecer as novidades, ver as coleções e peças mais excecionais, falar com os protagonistas – relojoeiros, CEO, artistas, engenheiros – das histórias e ficar a par do que o ano de 2026 traz para a indústria.
Estimativas baseadas nos bilhetes, reservas e preço-médio gasto pelos visitantes em eventos desta envergadura apontam para que Genebra garanta um impacto económico superior a 200 milhões de euros durante esta semana.
Recorde-se que o setor da alta relojoaria tem estado a crescer consistentemente em receitas, com dados do Statista a apontar para uma receita global a rondar os 60 mil milhões de euros este ano – uma subida face aos 50 mil milhões registados em 2025. Sobretudo depois da Covid-19, em que os hábitos de consumo de muitos dos clientes mudaram significativamente, a alta relojoaria foi particularmente beneficiada pela escolha de relógios ao invés de, por exemplo, roupa e sapatos – como o Diário de Notícias já deu conta, em artigos publicados ao longo do ano passado.
Para Matthieu Humair, CEO da Fundação Watches and Wonders Geneva, a Watches and Wonders Geneva, a feira propriamente dita, “é um lugar que une as pessoas, inspira e orienta a indústria. Juntos, estamos a construir a relojoaria do futuro”, considera, salientando a presença de um público cada vez mais jovem – 25% dos bilhetes foram vendidos a menores de 25 anos. Os bilhetes de três dias, que dão acesso a todo o evento e a uma experiência VIP (e que já estão esgotados) custavam 600 euros. Os bilhetes de um dia rondam os 75 euros – com descontos entre os 12 e os 20 euros para os mais novos e os mais velhos, respetivamente.
“Queremos continuar a moldar o tempo e a transmitir a arte da relojoaria com significado e paixão às gerações futuras”, continua Matthieu Humair, num comunicado enviado às redações.
Para além dos expositores, presentes na Palexpo, outros pontos da cidade também entram na agenda da Watches and Wonders. Ao longo da semana, o programa cultural gratuito é reforçado graças a uma colaboração excecional com o Montreux Jazz Club. Lojas, instituições culturais, boutiques de relógios e parceiros locais juntam-se para oferecer exposições, palestras, atividades e experiências imersivas, sempre com o tempo e a relojoaria em destaque.