

O Governo reconheceu como "ação de relevante interesse público" o projeto de instalação e amarração do cabo submarino intercontinental, em fibra ótica, que integra o sistema de cabos 2Africa, no concelho de Cascais.
A classificação do projeto confirmou-se com a publicação do despacho n.º 1653/2024, de 12 de fevereiro, após um acordo entre a Vodafone Espanha, promotora do projeto na Península Ibérica, e a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
"O projeto 2AFRICA consiste num sistema de cabos submarinos que liga a Europa e circundará todo o continente africano, com aproximadamente 45 mil quilómetros de comprimento, ligando um total de 33 países, dos quais cinco na Europa, 19 em África, sete no Médio Oriente e dois na Ásia, permitindo com isto a interligação da economia portuguesa a um dos principais backbones de transmissão de dados do mundo", assinala José Carlos Simão, diretor-geral da DRGM, num comunicado enviado esta segunda-feira à redação.
Em Portugal, o cabo que integra o 2Africa vai atravessar perpendicularmente a praia de Carcavelos e amarrar na câmara subterrânea atualmente existente no passeio marítimo a sul da Avenida Marginal, na freguesia União de Freguesias de Carcavelos e Parede, concelho de Cascais.
Em outubro de 2023, a Vodafone a DGRM celebraram um contrato para a utilização privativa do espaço marítimo nacional e para a ceoncessão privativa de uma com um metro de largura e aproximadamente de dois mil quilómetros de extensão, correspondente à rota do cabo nas subdivisões do Continente, da Plataforma Continental Estendida e da Madeira.
O 2AFRICA é desenvolvido pela Alcatel Submarine Networks e conta com o investimento e participação das empresas tecnológicas e de telecomunicações China Mobile International, Meta (dona do Facebook), MTN GlobalConnect, Orange, Center3, Telecom Egypt, Vodafone/Vodacom e WIOCC.
Este sistema internacional de cabos submarinos deverá estar totalmente operacional até ao final de 2024, permitindo o acesso em banda ultra larga em grande parte do planeta, através de uma capacidade total de 180 terabytes por segundo.