Governo vai investir seis mil milhões de euros para acelerar o turismo

Cerca de três mil milhões de euros vão ser canalizados para o apoio às empresas de turismo, nomeadamente para ajudar na gestão do fim das moratórias, previsto para 30 de setembro.
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O turismo tem vindo a ser um dos motores da economia nacional. Contudo, e devido à pandemia, este setor travou a fundo. Numa altura em Portugal está a desconfinar e é o único país da União Europeia que está na lista verde do Reino Unido, o governo apresentou um plano para a reativação do turismo. Esse plano aposta num investimento de cerca de seis mil milhões de euros e assenta em quatro pilares: apoiar empresas, fomentar segurança, gerar negócio e construir futuro.

O objetivo com estas medidas é que Portugal, e tal como foi definido em 2017 quando foi elaborada a Estratégia de Turismo 2020-2027, as receitas turísticas ascendam a cerca de 27 mil milhões de euros em 2027.

"Em 2019, tivemos receitas turísticas superiores a 18 mil milhões de euros" salientou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. O ano passado, e devido aos efeitos da pandemia, as receitas sofreram uma queda significativa mas "esperamos em 2021 ultrapassar ligeiramente os números de 2020". Socorrendo-se das projeções internacionais, nomeadamente da IATA, que aponta que em 2023 o turismo vai atingir os níveis de 2019, o ministro da Economia acrescenta que "queremos acelerar a partir dai. Queremos assegurar que chegamos a 2027 com 27 mil milhões" de euros em receita turística. Até porque "a marca Portugal mantém-se poderosa".

Dos cerca de seis mil milhões de euros estimados em investimento neste plano de ação, cerca de três mil milhões serão canalizados para o apoio às empresas. O setor, duramente afetado pela pandemia, é um dos que está mais preocupado com o fim das moratórias, previsto para 30 de setembro. Neste sentido, e tal como já tinha sido indiciado pelo governo, está a ser preparado mecanismos para apoiar as firmas a partir do último trimestre. Para o turismo, e de acordo com o plano, os apoios vão traduzir-se em soluções para a capitalização das empresas; garantias públicas para refinanciamento e também linha de crédito com garantia para financiamento de necessidades de tesouraria.

"O que vamos fazer vai ter particular incidência no setor do turismo. Vai ser transversal (...) mas o setor do turismo vai beneficiar do apoio mais significativo. Estima-se as necessidades de apoio público nos 3 mil milhões de euros mas valor tem de ser afinado", acrescentou o ministro.

Um outro pilar deste plano passa por fomentar a segurança. A aposta no selo Clean&Safe é para manter, mas o governo quer ainda apostar no programa Seamless Travel e no Adaptar 2.0.

Para gerar negócio, vai haver uma aposta num programa de internacionalização, bem como um reforço da capacitação do trade internacional, do programa de captação de eventos e um reforço de parcerias para a contratualização externa. Aumentar a capacidade aérea é também uma prioridade.

No âmbito de uma aposta sustentável no futuro, uma das prioridades vai ser dada a qualificação dos recursos humanos do turismo e também na internacionalização das empresas.