Pingo Doce vai recorrer da coima de 91 milhões. Decisão da Adc é "totalmente infundada"

A cadeia é uma das seis condenadas pela AdC ao pagamento de uma coima por combinar preços com à Sociedade Central Cervejas, a dona da Sagres, e a distribuidora de bebidas alcoólicas PrimeDrinks.
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O Pingo Doce vai recorrer da coima de cerca de 91 milhões de euros da Autoridade da Concorrência que considerou que a cadeia do grupo Jerónimo Martins combinou preços com a Sociedade Central de Cervejas e com a PrimeDrinks, através de um processo de hub and spoke, tendo com isso prejudicado os consumidores durante dez anos. Para a cadeia, as decisões do regulador são "totalmente infundadas".

"O Pingo Doce foi esta tarde notificado de decisões relativas a dois processos da Autoridade da Concorrência, que se traduziram na aplicação de uma coima única no montante de cerca de 91 milhões de euros. Por discordar em absoluto de tais decisões, que reputa de totalmente infundadas e profundamente imerecidas à luz do trabalho consistente que desenvolve para levar diariamente aos consumidores portugueses os melhores preços e as melhores promoções, o Pingo Doce irá impugnar judicialmente aquelas decisões e usar de todos os meios ao seu alcance para defender a sua reputação e repor a verdade dos factos", reagiu a cadeia do grupo Jerónimo Martins, numa missiva enviada ao Dinheiro Vivo.

Depois da PrimeDrinks, o Pingo Doce é o segundo a reagir à condenação da AdC que esta segunda-feira aplicou uma coima global de cerca de 304 milhões a seis cadeias de supermercados, à Sociedade Central Cervejas, a dona da Sagres, e a distribuidora de bebidas alcoólicas PrimeDrinks, por combinação de preços através de um intermediário (hub-and-spoke) com o intuito de fazer subir os preços, prejudicando com isso os consumidores, durante cerca de uma década.

É a primeira condenação das 7 acusações de hub-and-spoke determinadas pela AdC ao sector do retalho alimentar e aos fornecedores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, de pão e bolos embalados e de produtos de higiene pessoal, beleza e cosmética. As notas de ilicitude foram conhecidas em março de 2019.

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