O bom filho a casa torna. Luís Sarmento já foi professor, investigador académico e de grandes empresas (também passou pelos primórdios do Sapo), mas nunca deixou de ser um colaborador nato que a maior parte na área da inteligência artificial conhece e respeita. Depois de vários anos fora do país, onde passou em duas fases diferentes pela Google, mas também pela Amazon (e pelo projeto de voz Alexa) em Seattle, voltou a Portugal para fundar com o amigo Hugo Penedones (ex-Google DeepMind) e Clara Gonçalves (ex-UPTEC e Ensico) a Inductiva Research Labs, da qual é o CEO.
Nesta conversa dividida em duas partes falamos no percurso incrível, na experiência acumulada que permitiu ver grandes gigantes tecnológicas em fases diferentes da sua evolução e na forma ambiciosa como vê o seu projeto que tem já mais de uma dezena de investigadores em áreas diversas a conseguir dar ao mundo novos prémios Nobel nos próximos 10 anos.
A conversa:
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Este historiador amador da computação traça-nos alguns destaques da evolução tecnológica incluindo em Portugal no último século e traça o futuro capacitado de forma entusiasmante pelo machine learning e, em última medida, pelo chavão da "inteligência artificial".
Ficamos a conhecer o projeto em que já está a trabalhar para combater o desgaste da orla costeira portuguesa, usando algoritmos para testar as melhores soluções milhares de vezes antes de serem testadas em cenário real. Temos ainda oportunidade de o ouvir falar nos desafios do empreendedorismo em Portugal e na Europa e na forma como a tecnologia que está a ajudar a desenvolver funciona como "uma máquina do tempo para acelerar a tecnologia e adivinhar o futuro para ter melhores soluções".
No fim de contas, o machine learning bem usado poderia ser útil até para escolher a melhor solução para o novo aeroporto de Lisboa - colocando na tal máquina do tempo os vários factores desde gastos financeiros, a impacto ambiental, ganhos potenciais no futuro, distâncias, acessibilidades, etc.
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