Ouro perde 10% em três dias e afunda 18% desde máximo histórico

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Desde o início da semana o preço do ouro já perdeu mais de 10%, mas o saldo é pior quando analisado desde o máximo histórico alcançado em Setembro passado: quebra de 18%. Ainda que a maioria dos analistas considere que o metal precioso tem potencial para valorizar, a contínua subida da divida norte-americana e a falta de garantias por parte da Reserva Federal norte-americana de que vai imprimir mais dólares está a levar os investidores a vender as suas posições no ouro.

Poucos foram aqueles que, em Setembro, estimavam uma forte desvalorização do ouro. Convertido em activo de refúgio como consequência da crise da dívida soberana europeia e com os problemas dos Estados Unidos para reduzir o défice, o metal precioso disparou nesse mês para um máximo histórico nos 1.916 dólares a onça troy.

Nessa altura, as apostas dos analistas apontavam para que o ouro terminasse o ano acima dos 2.000 dólares, algo que agora muito poucos se atreveram a estimar.

Contas feitas, nestes últimos três dias o metal já perdeu 172 dólares, o equivalente a uma desvalorização de 10%, e em três meses o saldo é negativo em 345 dólares, ou seja, um tombo de 18%.

O analista de matérias-primas do HSBC, James Steel, considera que o metal precioso está actualmente em modo defensivo e avança com dois argumentos para justificar a drástica alteração da cotação do metal. Por um lado a forte desvalorização do euro, que está em queda livre desde o final da semana passada, e por outro, a falta de injecções de liquidez.

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