

As receitas totais da Vodafone Portugal totalizaram 1 336 milhões de euros no ano fiscal 2023-2024, que terminou a 31 de março, de acordo com o relatório de contas divulgado esta terça-feira pelo grupo telecom de origem britânica. O volume de negócios registado reflete um crescimento homólogo de 8,17% face aos 1 235 mihões de euros no ano fiscal anterior.
As receitas de serviços cresceram 7,8%, para 1 208 milhões de euros.
"Em Portugal, tanto o segmento de consumo como o empresarial continuaram a registar um bom desempenho, suportados pelo aumento dos preços dos contratos indexados à inflação em março de 2023", lê-se no relatório de contas, apesar do decréscimo registado nas receitas totais anuais. Também em 2024, a Vodafone e os outros operadores históricos nacionais aumentaram os preços dos serviços.
No documento, o grupo revela ter angariado mais 167 mil clientes, no negócio móvel, e mais 58 mil clientes, no negócio fixo, em Portugal. A receita média por cliente móvel (ARPU), no final de março, era de 13,2 euros.
Desde o ano passado que a subsidiária portuguesa não divulga as contas nacionais desagregadas dos números do grupo. No entanto, é possível identificar no relatório de contas dados concretos sobre o negócio, em Portugal.
Quanto ao grupo, a Vodafone obteve lucros de 1,5 mil milhões de euros, valor que compara com os 12,33 mil milhões de euros registados no exercício anual anterior. As receitas totais do grupo ascenderam a 36,7 mil milhões de euros, 2,5% abaixo dos 36,6 mil milhões de euros observados no final do ano fiscal anterior.
A diminuição das receitas e do lucro do grupo justificam-se com as "alienações da Vantage Towers, da Vodafone Hungria e da Vodafone Gana", bem como com "variações cambiais".
Citada no relatório de contas, Margherita Della Valle explica que o resultado do grupo se deveu ao "redimensionamento correto" do negócio na Europa, "rumo ao crescimento". Segundo a presidente executiva do grupo, a telecom está "a crescer em todos os mercados na Europa e em África", sendo que o desempenho no ano fiscal que terminou a 31 de março "foi ligeiramente superior às expectativas, com um bom crescimento orgânico das receitas de serviço de 6,3% e um crescimento orgânico do EBITDAaL de 2,2%".
A gestora diz estar "a tranformar" o grupo e promete "intensificar o investimento" este ano, para melhorar o desempenho do grupo Alemanha, "acelerar a dinâmica do negócio" e "simplificar operações em todo o grupo".
Nowo ainda em análise
O grupo Vodafone também relembra a tentiva de aquisição da Nowo. Em março, a Autoridade da Concorrência confirmou à agência Lusa que tinha inviabilizado o negócio, uma decisão que poderá colocar em causa o futuro da Nowo. No entanto, a Vodafone realça que a AdC ainda está a analisar a situação.
"A operação está deependente de aprovação regulatória. Apresentámos medidas correctivas que foram rejeitadas no início de 2024. Após analisar as observações da AdC e explorar outras opções para responder às preocupações da entidade, apresentámos novas propostas, que estão atualmente a ser analisadas pela autoridade", lê-se.
Foi em setembro de 2022 que a Vodafone anunciou ter chegado a acordo com a Llorca JVCO Limited, sociedade acionista que controla a MásMóvil, para comprar a Nowo.
Nota: Artigo corrigido pelas 10h de dia 15 de maio. Por lapso a notícia indicava que as receitas da Vodafone tinham diminuído 2,2%, para 1 208 milhões de euros, mas esse valor corresponde às receitas de serviços e não às receitas totais.