Em 72 municípios portugueses, as casas disponíveis não são suficientes para dar resposta ao aumento da procura. O estudo "Mercado da habitação em Portugal: uma quantificação das pressões demográficas”, divulgado no Boletim Económico do Banco de Portugal do mês passado, revela que "o número de alojamentos vagos parece insuficiente para dar resposta às pressões da procura em 72 dos 308 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana do Porto, na Grande Lisboa, no Oeste, na Região de Aveiro e na Península de Setúbal", considerando apenas os alojamentos vagos para venda ou arrendamento.O documento avança que, entre 2021–2024, "em cerca de metade dos municípios portugueses, localizados maioritariamente no litoral, o aumento da procura por residências habituais, dado pela variação das famílias residentes, foi superior ao da oferta".Em 2021, revela ainda, "praticamente todos os municípios tinham alojamentos vagos suficientes para acomodar o crescimento da procura até 2024". .“Em dois, três anos, já vamos começar a ver os resultados” da ambição legislativa do Governo.Preço das casas subiu quatro vezes mais do que salários em 10 anos