

O preço da habitação de luxo em Lisboa aumentou 4,4% no ano passado e deverá subir entre 4% e 5,9% em 2026, antecipa a consultora imobiliária Savills. Em comunicado, avança que o crescimento da valorização destes imóveis na capital regista agora "um ritmo mais equilibrado do que nos anos anteriores".
Ainda assim, Lisboa encontra-se nos cinco mercados mundiais com maior potencial de valorização em 2026, ao lado de Seul, Tóquio, Madrid e Cidade do Cabo, diz a Savills. Nestas cidades, a consultora estima crescimento de preços acima dos 4%.
Em mercados como Nova Iorque, Londres, Paris, Dubai ou Sydney, o crescimento esperado está em torno dos 2%, conclui no relatório Prime Residential World Cities. A nível global, é esperada uma subida média de 1,3% no valor dos imóveis residenciais prime.
“Lisboa mantém‑se como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis”, afirma, no comunicado, Rita Bueri, responsável pela área de residencial de Lisboa da Savills.
“Estamos a assistir a um mercado mais equilibrado, com compradores exigentes e pouca oferta qualificada, o que continua a sustentar a valorização dos preços neste segmento”, justifica.
Madrid acompanha Lisboa no grupo de cidades com crescimento previsto entre 4% e 5,9%. A procura interna e internacional e a falta de produto prime no centro da capital espanhola estão a segurar os preços, conclui a Savills.
Na Ásia, destaca-se a valorização das cidades de Seul e Tóquio. Segundo o relatório, em Seul, os valores prime aumentaram 14,3% em 2025 e deverão subir entre 6% e 7,9% em 2026. Este aumento deve-se à forte restrição de solo e à escassez de produto disponível, afirma.
Em Tóquio, paira a incerteza. Segundo a Savills, os ativos de luxo na cidade japonesa registaram uma subida de 30% no último ano. Este mercado continua sob forte pressão, com oferta qualificada reduzida e uma procura muito ativa. Este contexto está a levantar dúvidas sobre a sustentabilidade deste ritmo de valorização, conclui o relatório.
Nos Estados Unidos, em cidades como Nova Iorque, Los Angeles ou São Francisco, a Savills prevê crescimentos mais moderados, devido aos elevados preços e condições de financiamento.
No Médio Oriente, o Dubai destacou-se no ano passado com uma valorização de 11,2%. Já para este exercício, a estimativa é de um aumento de 1,9%.
No relatório, Kelcie Sellers, responsável do departamento de research da Savills, defende que “a oferta cronicamente limitada, os fluxos de capital internacionais e a procura por cidades globais, sobretudo aquelas com forte componente de estilo de vida e vantagens fiscais, vão continuar a impulsionar o crescimento dos mercados residenciais prime em todo o mundo”.