

O crédito à habitação voltou a ficar mais caro, em agosto. A tendência, notória em Portugal e na zona euro, promete não ficar por aqui.
De acordo com os dados do INE, a taxa de juro implícita no conjunto dos créditos à habitação subiu para 3,162% em agosto. Em causa está um aumento de 2,7 pontos base (p.b.) face ao mês anterior.
A prestação média mensal estava nos 418 euros em agosto. Em causa estão subidas de quatro euros em termos mensais e 24 euros por comparação com o período homólogo.
O valor médio divide-se igualmente entre pagamento de juros e capital amortizado (50% cada). Em simultâneo, o capital médio em dívida subiu 725 euros face a julho, para 80.188 euros.
Taxa continua abaixo de 3% nos novos créditos
Para os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita foi de 2,910%, tal como no mês anterior. O montante médio em dívida, porém, atingiu 185.812 euros, o que significa que aumentou 3.336 euros, face ao registo de julho.