Seniores estão a vender casas para ganhar fôlego financeiro

Venda de casas com usufruto vitalício é um negócio novo em Portugal, mas está a despertar atenção. A Empathia trabalha conceito deste final de 2024 e garante que há interessados dos 67 aos 96 anos.
Ter um complemento de reforma, ajudar os familiares ou gozar a vida são razões que levam os seniores a vender as suas casas.
Ter um complemento de reforma, ajudar os familiares ou gozar a vida são razões que levam os seniores a vender as suas casas.FOTO: Orlando Almeida/Global Imagens
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Os seniores portugueses estão a despertar para modelos de negócio que lhes permite ter um fôlego financeiro confortável nos últimos anos de vida: a venda das suas casas com usufruto. Foi pelas mãos de Pedro Almeida Cruz que, no final de 2024, surgiu este conceito em Portugal, há muito explorado em países do Norte da Europa. E devagar tem ganho terreno no país. No primeiro ano de atividade, a Empathia atraiu o interesse de cerca de mil portugueses, registou mais de 200 leads qualificados e fechou perto de 40 contratos. O fundador e CEO afirma que o negócio já reintroduziu na economia mais de quatro milhões de euros.

Segundo frisa Pedro Almeida Cruz, o mercado está a compreender que "este é um modelo transparente, humano e alinhado com os interesses das famílias". É também uma solução com "garantias jurídicas, e que permite que os seniores possam beneficiar financeiramente da venda da casa própria, mas mantendo-se a viver nela o resto da vida". Ainda assim, precisa de mais comunicação. Como reconhece, "em Portugal ainda existe pouco conhecimento sobre soluções patrimoniais associadas ao envelhecimento, apesar de serem modelos já muito desenvolvidos noutros países."

O processo de venda tem regras. A avaliação da casa é baseada em preços de mercado, como se fosse vendida vazia, sendo depois deduzido o valor económico do usufruto vitalício. Feita essa subtração, chega-se ao valor do negócio. "O desconto médio das dezenas de casas que já vendemos é de 31%", mas é apenas uma referência, sublinha. Como faz questão de realçar, "não tratamos os nossos clientes com médias ou com descontos padronizados". Afinal, há interessados que vão dos 67 anos até aos 96 anos e "o desconto depende, sobretudo, da longevidade estimada", mas também da atratividade da casa ou de características únicas que possam atrair investidores.

Os seniores que têm contactado a Empathia têm, em média, 79,2 anos. A maioria são casais (51%) ou homens que vivem sozinhos (33%), da classe média e alta. Segundo Pedro Almeida Cruz, as razões para querer vender a casa com usufruto são diversas: ter um complemento de reforma; responder a um problema de saúde; ajudar financeiramente os familiares; antecipar a herança; ou, mesmo, gozar a vida com qualidade e bem-estar.

Ter um complemento de reforma, ajudar os familiares ou gozar a vida são razões que levam os seniores a vender as suas casas.
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