Preços das casas aumentaram 16,5%, mesmo com quebra de 6,4% nas transações

Entre abril e junho, foram vendidas cerca de 40 mil casas, por um valor total de 10,7 mil milhões de euros. Foram os portugueses que dinamizaram o mercado. Vendas a estrangeiros caíram mais de 10%.
Preços das casas aumentaram 16,5%, mesmo com quebra de 6,4% nas transações
Foto: Pedro Granadeiro/Global Imagens
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O preço da habitação continua a registar significativos aumentos, apesar de se observarem sinais de desaceleração. No segundo trimestre deste ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) verificou um aumento no custo da habitação de 16,5%, face ao mesmo período de 2025.

Foi nas casas existentes que se registou a maior valorização, 18%, avança esta terça-feira, 22 de setembro, o INE. Nas habitações novas, a subida foi de 12,3%.

Entre abril e junho deste ano, foram transacionadas 40.142 habitações, uma quebra homóloga de 6,4%. Foi o terceiro trimestre consecutivo em que se observou uma taxa de variação homóloga negativa no número de alojamentos vendidos. Em linha com esta quebra, o INE revela que o trimestre em análise foi o segundo consecutivo em que se observou uma desaceleração homóloga dos preços.

Do total de alojamentos vendidos, 80,5% (32.307 unidades) respeitaram a casas existentes, tendo-se verificado uma quebra homóloga de 6,6%. No segundo trimestre, venderam-se 7835 habitações novas, menos 5,7% que no mesmo trimestre de 2025.

O valor das transações concretizadas entre abril e junho deste ano atingiu 10,7 mil milhões de euros, mais 4,2% que no mesmo período de 2025. As habitações existentes originaram um volume de negócios de 8,1 mil milhões de euros (aumento homólogo de 6,1%). Nas novas, atingiu os 2,6 mil milhões de euros (redução de 1,6%).

Segundo o INE, o setor institucional das famílias adquiriu 34.935 casas (87% do total), uma redução homóloga de 7,3%. O valor destas transações atingiu os 9,3 mil milhões de euros (86,6%), mais 3,6%. Os estrangeiros compraram 1890 alojamentos (4,7% do total), uma quebra homóloga de 10,3%.

Os investidores da União Europeia foram responsáveis por 946 transações, valor semelhante às 944 vendas contabilizadas na categoria Restantes Países. Em ambos os casos, observaram-se reduções homólogas no número de transações, quebras de 14,9% e 5,1%, respetivamente.

Entre abril e junho deste ano, todas as regiões do país apresentaram uma redução homóloga no número de transações, com especial expressão na Região Autónoma da Madeira (quebra de 15,2%) e Algarve (menos 12,4%), onde os valores de transação também caíram.

O INE adianta ainda que os preços das casas apresentaram uma taxa de variação média anual de 17,7% no segundo trimestre de 2026, menos 0,2 pontos percentuais (pp) que o crescimento observado no trimestre anterior.

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