Mau tempo: Pingo Doce destina três milhões para reconstrução de Leiria e Marinha Grande

Apoio mobilizado através do SOS Bairro, no qual as próprias comunidades locais identificam "as necessidades mais urgentes" e selecionam "os projetos que devem ser financiados" pela retalhista.
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, empresa dona do Pingo Doce
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, empresa dona do Pingo DoceCarlos Pimentel/Global Imagens
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O Pingo Doce vai destinar três milhões de euros para ajudar na reconstrução de Leiria e Marinha Grande, afetadas gravemente pela depressão Kristin, apoio que será mobilizado através do SOS Bairro, anunciou esta sexta-feira, 13, a cadeia de supermercados.

Em comunicado, a empresa do grupo Jerónimo Martins, explicou que o SOS Bairro é um "modelo desenvolvido para que sejam as próprias comunidades locais a identificar as necessidades mais urgentes e a selecionar os projetos que devem ser financiados pelo Pingo Doce".

A tempestade Kristin "deixou um cenário de devastação sem precedentes na região Centro, afetando profundamente o quotidiano de milhares de famílias" e "no Pingo Doce somos mais do que uma rede de lojas, somos vizinhos e parte integrante da vida local", afirma Isabel Ferreira Pinto, diretora-geral do Pingo Doce, citada em comunciado.

"Por isso, num momento difícil para as nossas comunidades, associámo-nos, desde o primeiro momento, ao movimento de solidariedade da sociedade civil para dar uma resposta urgente a quem mais necessita, assegurando bens alimentares e de higiene de primeira necessidade", adianta a executiva.

Agora, "é chegado o momento de dar um novo passo rumo à reconstrução" e "com o SOS Bairro queremos dar a oportunidade à população local de identificar e selecionar as causas que precisam de mais apoio, assegurando que a nossa ajuda chega onde é realmente necessária e que terá impacto na vida das pessoas e do seu bairro", refere Isabel Ferreira Pinto, citada no comunicado.

A ação vai decorrer nas sete lojas Pingo Doce de Leiria e da Marinha Grande e convida grupos de vizinhos e entidades locais a apresentarem projetos que visem responder a danos ou situações decorrentes dos impactos provocados pela tempestade no seu bairro, de acordo com a cadeia de supermercados.

As candidaturas arrancam em 16 de fevereiro e poderão ser realizadas no site do Pingo Doce ou nas lojas de Leiria e da Marinha Grande.

"Depois de submetidas, os projetos serão analisados por um júri composto por entidades locais que selecionará oito finalistas por loja" e "as cinco causas mais votadas em cada loja serão conhecidas no dia 28 de março, podendo cada uma ser apoiada até ao valor máximo de 85 mil euros", detalha o Pingo Doce.

Entretanto, "em coordenação com as autarquias de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Soure, o Pingo Doce já doou mais de 200 mil produtos essenciais, como alimentos, artigos de higiene, produtos para bebés e idosos e alimentação para animais, garantindo uma resposta rápida às necessidades mais urgentes".

Assegurou também a "entrega direta de bens e de refeições prontas a 500 idosos em situação de solidão e isolamento, ao abrigo do protocolo com a GNR, e a 600 famílias em situação de vulnerabilidade e com dificuldades de deslocação, em colaboração com a Cáritas de Leiria e a Associação Partilha Constante, assegurando apoio alimentar imediato".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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