Vinhos: Portugal garante 331 medalhas de prata, ouro e grande ouro na Arménia

Cerca de 40% dos vinhos nacionais enviados para o Concurso Mundial de Bruxelas deste ano foram medalhados. A grande revelação portuguesa foi para uma referência do Douro.
Mais de 320 jurados de todos o mundo provaram milhares de vinhos em maio passado, na Arménia. Portugal fez-se representar com 841 referências
Mais de 320 jurados de todos o mundo provaram milhares de vinhos em maio passado, na Arménia. Portugal fez-se representar com 841 referênciasCMB
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É um acréscimo de 41 medalhas face ao conseguido no ano passado, na China. Os vinhos portugueses – brancos e tintos tranquilos e espumantes – que este ano chegaram à Arménia para serem provados e avaliados às cegas garantiram 331 medalhas para o país. Os resultados foram conhecidos esta quarta-feira, 10 de junho.

Os produtores nacionais enviaram, para o Concurso Mundial de Bruxelas (CMB) 2026, 790 referências brancas e tintas e 51 espumantes. Destas, 693 conseguiram algum tipo de distinção, sendo que o D. Graça Tinto Grande Reserva Vinhas Antigas trouxe ainda para casa o selo de Portugal Revelação, além de uma medalha de Grande Ouro. Esta referência é produzida pela Vinilourenço, uma empresa familiar com quatro décadas de história, no Douro Superior.

De resto, os vinhos portugueses garantiram 153 medalhas de Prata, 155 medalhas de Ouro e 23 medalhas de Grande Ouro, com a Agrovia Sociedade Agropecuária – responsável por marcas como Quinta da Lapa, a arrecadar 15 medalhas entre 26 distinções. Nota ainda para a Casa Ermelinda Freitas, que garantiu mais de 20 distinções – 12 medalhas e 10 selos de mérito.

O ‘Mérito CMB’ foi uma novidade deste ano, com a organização a considerar que a partir de uma certa pontuação, os vinhos deviam também ter uma espécie de reconhecimento, mesmo que não reunissem os pontos suficientes para garantir uma medalha. Portugal conseguiu que 362 das suas referências a concurso fossem distinguidas com este selo.

Recorde-se que os vinhos recebem medalhas se a soma da pontuação do júri que os avaliou chegar a uma determinada média. Cada painel de jurados é, por norma, constituído por cinco provadores de países e áreas diferentes – produtores, enólogos, jornalistas especializados, comercializadores… Cada um pontua, às cegas, cada vinho, e as pontuações são agregadas para, depois, a média ditar o resultado final.

Uma medalha de Grande Ouro exige uma média de avaliação superior a 92 pontos, numa escala de 0 a 100. Portugal conseguiu que 23 dos seus vinhos trouxessem uma para casa – bastante acima das 12 garantidas no ano passado, no CMB que tele lugar na China.

Os espumantes nacionais estiveram também em destaque, com 46 referências a garantir distinções (metade das quais medalhas), entre os 51 que foram a concurso.

Recorde-se que, tal como DV já escreveu, dados da American Association of Wine Economists revelam que os vinhos que ganham medalhas em concursos internacionais aumentam o preço em média 13% e registam maior procura, o que pode ser particularmente relevante no atual contexto de quebra de consumo de vinho.

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